Estrela Zephyr

Era uma vez uma estrela

Diferente de todas as outras,

seu brilho vermelho, cor escarlate,

era tão intenso que ofuscava a escuridão

Por isso, vivia sozinha,

pois ninguém ousava se aproximar,

com medo de ter seu próprio brilho apagado

Mas a estrela guardava um segredo:

seu fulgor não era natural

O combustível de sua luz escarlate

era o sangue que pulsava em seu coração

Um ciclo doloroso e inevitável,

onde cada lampejo roubava-lhe um pedaço da alma

Ela sabia que, se a chama se apagasse,

o fim seria iminente,

mas continuar a brilhar

também significava se consumir

E assim, solitária e intensa,

a estrela seguia seu destino,

lutando para existir

enquanto seu próprio coração ardia.